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250 MILHAS DE INTERLAGOS - CONCLUSÃO DA TEMPORADA DE 1965 Por Carlos De Paula Contribuição: Paulo Peralta, site bandeiraquadriculada.com.br Após uma temporada bem disputada e interessante, o ano de 1965 foi concluído com a prova 250 Milhas de Interlagos, realizada em 19 de dezembro, portanto uns poucos dias antes do Natal. Provas de conclusão de temporada geralmente não eram muito disputadas, e as 250 Milhas não foram diferentes. De fato, nenhuma das três equipes de fábrica, Willys, Vemag ou Simca, compareceu ao evento, de certa forma diminuindo o seu impacto. A Simca fora a grande campeã do ano, e sua ausência já fora sentida nas Mil Milhas. Mas ficara óbvio que as coisas não seriam mais as mesmas para a Simca, que fora forçada a devolver os três Simca Abarth, após a realização dos 500 km de Interlagos em outubro. Assim voltaria a contar só com seus sedãs, carreteras e com a Perereca. Mas não fora só a Simca que não compareceu às Mil Milhas. Em outro lance do confronto entre o ACB e a CBA, que ameaçara de suspensão todos os pilotos que participassem da prova do Centauro, nenhuma fábrica participou do grande evento, que acabou ganho mais uma vez ganho por uma carretera. As 250 Milhas estavam longe de atrair tanto interesse dos cartolas, portanto a falta de interesse das fábricas, nesse caso, se deu pela falta de importância do evento. Diversos carros foram inscritos na corrida, mas na hora “H”, só dezoito apareceram. Os principais inscritos eram as carreteras Corvette de Camillo Christófaro, que faria dupla com Antonio Carlos Aguiar, a carretera de Vittorio Azzalin/Justino de Maio, ganhadores das Mil Milhas, a número 34 de Caetano Damiani e Bica Votnamis. Os últimos acabavam de conquistar um excelente segundo posto nas Mil Milhas. Também foi inscrita uma carretera Ford, de Ayres Bueno Vidal e Zé Peixinho. A equipe Gancia alinharia duas Alfas, uma Zagatto para Marivaldo Fernandes/Piero Gancia, e uma Giulia para Emilio Zambello e Ruggero Peruzzo. José Carlos Pace e Totó Porto correriam com um VW com motor Porsche, Jaime Pistilli e Leonardo Campana com um JK, e Waldomiro Pieski e Adalbarto Aires com DKW. Os produtos Willys eram representados pelos cariocas Helio Mazza e Lair Carvalho, que correriam com uma carretera Gordini, o comandante da Varig Waldemyr Costa e Sidney Cararini, com Interlagos, e Pedro Victor de Lamare e Ludovino Peres, com outro Interlagos, entre outros. A prova seria realizada numa dia quente de dezembro, no sentido horário, portanto, os pilotos certamente estranhariam o traçado inverso. Na largada Le Mans, o mais rápido foi Zambello, que partiu na frente, seguido de Zé Peixinho, Damiani, Camillo, Pistilli e Pace. Peixinho logo despachou Zambello, e no retão, Damiani despachou Peixinho. Na primeira volta, as posições eram Damiani, Peixinho e Camillo. A prova logo se tornou uma disputa pessoal entre Damiani e Camillo, os dois expoentes da categoria carretera em São Paulo. Nas Mil Milhas, Camillo liderou durante a corrida, mas acabou quebrando, e Damiani/Bica chegaram em segundo. Portanto, o resultado desta corrida poderia ter um gostinho de desforra para Camillo, que se tornara um pouco do centro de atenções após o GP do IV Centenário e ao anunciar que participaria das 500 Milhas de Indianápolis de 1966. Na terceira volta, ainda estava Damiani na frente, seguido de Camilo, Peixinho, Pace e Zambello, mas Camillo acabou passando seu mais forte concorrente na curva do Lago . Houve bastante troca de posições nas primeiras voltas, pois uma volta depois, Pace passou Peixinho, e logo depois, Zambello passou Pace, com um train razoavelmente forte para uma prova de 250 Milhas. Um pneu furado quase acaba com a corrida de Zambello, mas ele conseguiu controlar a Alfa para deleite do público. Após dez voltas, desta corrida de 50, Camillo ainda liderava, com Damiani em segundo, agora seguidos de Marivaldo. A vigésima volta foi completada com quase 1h30m de corrida, com as posições estáveis entre os três primeiros. Zambello, que estava em quarto, já estava uma volta atrás do líder. Com trinta voltas, Camillo conseguiu se distanciar do segundo, Votnamis, que só concluira 29 voltas, seguido de Piero, Zambello, Campana,. Mazza, Pace, Valdemir, Pedro Victor e Pieski. Camillo entregou o carro ao colega Aguiar após duas horas e 45 minutos, fazendo todo serviço necessário para concluir a corrida. Votnamis conseguira descontar, e às 6 da tarde já estava a 2 minutos e vinte segundos da carretera 18. A duas voltas do final, a diferença entre o carro 18 e 34 era de somente 1’16”, portanto, estava caindo. Mas não havia tempo suficiente para a Chevrolet Corvette 34 obter sua mais importante vitória do ano. Aguiar conseguiu terminar as 50 voltas com 1m30s. Assim terminava a temporada de 1965, com festa em noite quente no Canindé. Para resultados da prova Clicar Aqui Para outros artigos de automobilismo Clicar Aqui
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