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O COMEÇO DO CELEIRO DE PILOTOS  

Por Carlos de Paula

 A primeira tentativa de invasão da Europa por pilotos brasileiros nos anos 60, ocorreu com a Equipe Willys, obviamente sem contar as participações de Christian Heins no começo da década. Com boa ajuda da Alpine, que começava a se destacar nas corridas, a Willys construiu um monoposto de F-3, chamado “Gávea”, que  correu na temporada argentina de Formula 3 de 1966, sem muito sucesso. Nos treinos até que teve desempenho razoável, mas nas corridas invariavelmente era o último colocado. A Willys anunciou que levaria um time de quatro pilotos para correr na F-3 na Europa, em 1966, mas os planos nunca foram mais do que isso: planos. O Gávea foi dirigido por Wilson Fittipaldi Jr., que no meio de 1966 se aventurou na Europa, por sua conta, tentando qualificar um Pygmee na Coupe de Vitesse, em Rheims, em 03/07. Infelizmente, Wilsinho não conseguiu se classificar para a largada, mas sem dúvida o Pygmee estava longe de ser um dos melhores carros da época. No Brasil o Gávea conseguiu ser segundo nos 500 km de Interlagos de 1965, contra carros muito mais possantes. Histórico do F-3 Gávea  

Willys Gávea nos 500 KM de 1965

 A equipe Willys não durou muito tempo mais, de fato, a própria fábrica foi comprada pela Ford em 67, e a equipe Willys Ford acabou em 1968. Para piorar, as duas outras fábricas que apoiavam as corridas no Brasil, a Simca e a DKW, também sucumbiriam à crise recessionária de 65/66, levando consigo os respectivos departamentos de competição. A única grande equipe que sobrava, a Dacon, também abandonou as competições.

 Não fosse pela Equipe Jolly Gancia, que animou quase unanimemente as corridas brasileiras de 66 a 70, empregando os melhores pilotos da época, é bem possível que o automobilismo brasileiro tivesse posto a perder o pouco progresso feito nos anos 60. Correndo com Alfa Romeos importadas (Alfas Giulia, GTA, GTAM e P33), a Jolly ganhou muitas das corridas das quais participou entre 66 a 70, com pilotos como Wilson Fittipaldi Jr., Francisco Lameirão, José Carlos Pace, Marivaldo Fernandes, Emerson Fittipaldi, e muitos outros, como Ubaldo Cesar Lolli, Pedro Victo de Lamare, Totó Porto, Mario Olivetti, Emilio Zambello, Piero Gancia, e outros. O que restou da Equipe Willys, com os protótipos Bino, também deu um pouco de consistência às corridas da época. 

 Outro problema sério afligiu o automobilismo da época. O autódromo de Interlagos, indisputavelmente o principal do Brasil, ficou fechado para reformas de 68 a 1970. As principais equipes e pilotos estavam sediadas em São Paulo, mas as corridas se realizavam em lugares como Salvador, Rio de Janeiro, estradas do Paraná e Rio Grande do Sul, etc. Isso levou os pilotos com espírito mais empreendedor a procurar a única saída: o exterior.

  Emerson Fittipaldi e seu irmão tinham desde o princípio das suas carreiras esse espírito empreendedor. Construíram Karts, um Formula Ve de grande sucesso (categoria que não prosperou devido à falta de apoio da VW), o protótipo Fitti-Porsche, e um Sedã VW com 2 motores! Mas Emerson não foi o pioneiro da leva de 60. O carioca Ricardo Achcar correu na recém criada Fórmula Ford, e de fato ganhou uma corrida, e Antonio Carlos Avallone também havia experimentado correr na Inglaterra, na F5000, com menos sucesso

Fitti-Porsche em 1967.

 Foi Emerson quem teve maior impacto, conquistando inúmeras vitórias na Fórmula Ford, em 1969, passando no meio do ano para a Fórmula 3. Histórico de Emerson em 1969. Apesar da temporada incompleta, Emerson ganhou um dos campeonatos de F-3, e no fim do ano já era considerado “hot property” do mercado de pilotos.    

O “timing ” de Emerson foi perfeito. Se tivesse ido à Inglaterra em 67, é possível que não tivesse tido sucesso imediato. De 1958 a 1969, todos os pilotos campeões mundiais foram de fala inglesa. A grande maioria dos vencedores de corridas itnham a língua de Shakespeare como idioma pátrio. As equipes, idem. Até a Ferrari, ascostumada a ser mais cosmopolita dentre as equipes, passou um grande tempo com pilotos “anglos”. A partir da F-1 de 3 litros, em 1966, começou a aparecer uma geração de pilotos não-anglos, que chamava a atenção das equipes. Entre outros, o austríaco Jochen Rindt, o mexicano Pedro Rodriguez, o belga Jack Ickx, o francês Jean-Pierre Beltoise, mudaram a face da F-1.  E em contra-partida, depois de Jackie Stewart e Denis Hulme, não havia aparecido nenhum piloto “anglo” que superasse os não “anglos”. Também ajudou o destaque obtido pela equipe francesa Matra, nas Fórmulas 3, 2 e eventualmente, 1.

 A sorte estava lançada. A geração de 1969 também incluía outros pilotos de grande qualidade técnica, arrojo e talento, como Ronnie Peterson, François Cevert e Reine Wissel, e os chefes de equipe pararam de dar oportunidades, exclusivamente, aos pilotos “anglos”.  

Emerson ganhou o GP dos EUA em 1970 com o Lotus 72

 Não foi com muita surpresa que Colin Chapman, que empregava exclusivamente pilotos anglos até contratar Jochen Rindt para a temporada de 1969, resolveu contratar Emerson como terceiro piloto da sua famosa equipe Lotus, para 1970. O segundo piloto, o inglês John Miles, teve desempenho fraco e não terminou o ano na equipe. Sinal de novos tempos, a “angla” Lotus terminou o ano com Emerson Fittipaldi e o sueco Reine Wissel, contratado após a morte de Rindt na Itália. O “anglo” melhor colocado no campeonato acabou sendo Denis Hulme, atrás de um austríaco, um belga e um suíço, e sem vitória. Incidentalmente, o placar de vitórias também favoreceu os não anglos: 10 x 2, sendo os anglos só ganharam as duas primeiras corridas. Fato inusitado desde 1957.

 O ANO DE 1970 – ANO CHAVE

 O sucesso de Emerson na Europa entusiasmou diversos pilotos brasileiros a tentar a sorte lá. O ano começou bem, com um torneio de Fórmula Ford com corridas em Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo e até na longínqua Fortaleza, onde se inaugurara um autódromo, o Virgílio Távora. Emerson ganhou o torneio, e diversos brasileiros participaram. Alguns resolveram expandir a sua experiência brasileira.  

Torneio BUA de F-Ford, 1970: Etapa de Curitiba

 O ano de 1970 foi muito importante para o futuro dos brasileiros no exterior, pois Emerson poderia ser um fenômeno isolado. Pelo menos dois pilotos provaram que não era esse o caso: José Carlos Pace e Wilson Fittipaldi Jr. Ambos ganharam diversas corridas de F-3, e Pace foi campeão de um dos torneios da categoria. Infelizmente, outros brasileiros não foram tão felizes: Luis Pereira Bueno, Francisco Lameirão, Norman Casari, Rafaele Rosito, Fritz Jordan, Ronald Rossi e Jose Maria Ferreira aprenderam mais um pouco sobre pilotagem e sobre a vida, e voltaram ao Brasil sem carreira internacional consolidada. Os três últimos ainda tentariam mais uma vez em 1971,  sem sucesso.

 Quanto a Fittipaldi, correu na F-2, com a Lotus, chegando em terceiro lugar no campeonato mas sem nenhuma vitória. Mais importante, ganhou o Grande Prêmio dos Estados Unidos na sua quarta prova de Fórmula-1, batendo o experiente Pedro Rodriguez, a primeira vitória de um brasileiro na F-1.

 A semente havia sido plantada, e o mais importante, é que estavam se realizando corridas internacionais no Brasil, mais uma vez. No final de 1970 organizou-se um torneio de carros esportes, chamado Copa Brasil, com a participação de pilotos internacionais. Infelizmente, não foram muitos os pilotos europeus que viajaram para o longínquo Brasil, e os dois mais “expressivos” eram os fracos espanhóis Jorge de Bragation e Alex Soler Roig. Os dois, embora corressem com Porsches de  capacidade cilíndrica superior, foram batidos por Emerson Fittipaldi, com uma Lolinha de 1,8 litros. Curiosamente, os grids continham desde Fuscas preparados, até a espetacular carreteira 18 de Camilo Cristófaro, que em 1970 já tinha visto melhores dias. Muitos carros potentes ficaram de fora.  

Copa Brasil 1970 - Lola do Wilsinho. Foto cortesia de Rogério R.P.Luz

 Também ocorreu, no início de 1971, um torneio internacional de F-3, o primeiro da América do Sul desde a Temporada Argentina de F-3 de 1967. Este torneio teve a participação de pilotos mais expressivos, como o australiano David Walker e até o futuro campeão mundial Alan Jones (diga-se de passagem, teve performance bem apagada). O Brasil tomava da Argentina o título de polo automobilístico da América do Sul, e Emerson o título de papão do continente. Resultados do Torneio de F-3 de 1971

 Apesar do início auspicioso, o ano de 1971 não foi de acordo com as expectivas para os pilotos brasileiros na Europa. Na F-1, Emerson não ganhou nenhuma corrida, e seu melhor resultado foi 2o. na Áustria. Compensou, entretanto, com três vitórias na F-2 mas, como já era piloto graduado, não contava pontos para o campeonato. José Carlos Pace e Wilson Fittipaldi também participaram da F-2, e Pace conseguiu uma vitória em Imola, em prova não válida para o campeonato, mas não marcou um único ponto no torneio. Wilson teve melhores resultados no campeonato, e correu com uma Lotus de F-1 na prova da Argentina, não válida para o Mundial. Na F-3, Fritz Jordan, Giu Ferreira e Ricardo Rossi não conseguiram sucesso.  

Emerson na F-2, já em 1972 na Austria

 No final do ano o Brasil se aproximava mais uma vez da realização de uma prova de F-1, com a realização de um torneio de F-2 com provas em Interlagos (2) e Tarumã. O torneio contou com pilotos de categoria, inclusive o campeão Ronnie Peterson, mas, mais uma vez Fittipaldi saiu-se melhor. Resultados do Torneio de F-2 de 1971

 

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Last modified: March 28, 2007