brazilyellowpages.com

Google
 

[Under Construction]

HOME PAGE - FORMULA 1 DRIVERS LISTINGS

AUTOMOBILISMO BRASILEIRO

RACE WINNERS

FORMULA 1 MANUFACTURERS

FORMULA 1 DRIVERS PER NATIONALITY

BRAZILIAN PRODUCTS

HAVAIANAS

ENCICLOPÉDIA DE AUTOMOBILISMO BRASILEIRO

MORTGAGES

RACING NEWS

BRAZILIAN MUSIC

FLORIDA

MEDICAL INFORMATION

COFFEE

INTERNET DOMAINS

REAL ESTATE

BRAZILIAN EXPORTERS

BRAZILIAN IMPORTERS

TRANSLATIONS

MEXICAN IMPORTERS

AMERICAN IMPORTERS

PERSONAL FINANCING

CREDIT

TRAVEL

IMMIGRATION

INTERNET

PORTUGUESE BUSINESS DICTIONARY

VENCEDORES DE CORRIDAS NO BRASIL

CAMPEÕES BRASILEIROS DE AUTOMOBILISMO

blog

 

BRAZILIAN PRODUCTS

TRADUÇÕES JURAMENTADAS

PASSAGENS

MEDICAL INFORMATION

IMPORTERS

INTERNET

JOBS

WEB HOSTING

CIFRAS MUSICAIS

REAL ESTATE

ARTICLES

COFFEE

MORTGAGES

AUTO RACING

RECEITAS

EXPORTERS

PERSONAL FINANCE

CREDIT ISSUES

 TRAVEL

ARTIGOS

CRÔNICAS

FUTEBOL

Copyright © 2003 Carlos de Paula

Não pode ser reproduzido sem a permissão do autor

A EQUIPE HOLLYWOOD

Segundo vimos em outros artigos, o desenvolvimento do automobilismo brasileiro, nos anos 60, ocorreu devido a participação de equipes de fábrica nas corridas. Infelizmente, a crise econômica pós-revolução de 64 (as políticas econômicas estabelecidas para estancar o processo inflacionário resultaram em grave recessão) tragou justamente as três fábricas que investiram ativamente no automobilismo: a Simca, Willys e a DKW/Vemag. Em 1967, nenhuma das três existia na forma original: a Simca fora absorvida pela Chrysler, a Willys comprada pela Ford e os ativos da DKW comprados pela VW, com a produção dos DKW interrompida no Brasil em 1967.  Esses fatores, acoplados ao fechamento de Interlagos para reformas, em 1968, criaram uma crise no automobilismo, que só não se tornou mais aguda devido às equipes Jolly-Gancia e Ford-Willys, a última criada com os restos da outrora poderosa e volumosa equipe Willys.

 

O automobilismo mundial também estava mudando. Embora o patrocínio comercial de equipes automobilísticas por empresas não relacionadas a automóveis já fosse praxe  nos Estados Unidos há muitos anos, a prática só foi adotada na Europa a partir de 1968 com o início do patrocínio da Lotus pelos cigarros Gold Leaf. Em 1970, diversas equipes já portavam marcas de diversos produtos, por exemplo, colônias Yardley e aditivos STP, e logo, a fórmula 1 se tornou um grande painel publicitário. E as outras categorias do automobilismo seguiram o padrão, desde as mais humildes até as mais importantes.  

Porsches da Hollywood dominam em Tarumã, 1971

 

Como em questões de automobilismo o Brasil sempre seguiu mais a Europa do que os Estados Unidos, era raro encontrar publicidade em carros de corrida brasileiros durante a década de 60.  Mas por volta de 1970, a publicidade, até então corriqueira, passou a ser mais frequente. E com o sucesso consolidado de Emerson Fittipaldi em 1972, o automobilismo passou a ser visto com bons olhos pelas empresas.

 

Entre as primeiras tentativas de formação de equipes profissionais, não relacionadas a fábricas ou concessionárias de automóveis (como a Jolly e Dacon), encontram-se a equipe Brahma e a Hollywood. A primeira teve existência efêmera, organizada por Norman Casari e baseada no Rio de Janeiro, correndo com uma Lola T-70 e protótipos construídos por Casari e Renato Pexioto. A segunda, além de ter existência mais longa, teve muito mais sucesso.

 

Os pilotos Francisco Lameirão e Ricardo Aschcar tiveram a idéia de formar uma equipe patrocinada pelos cigarros Hollywood, cujos logos apareceriam em dois protótipos Huron, a serem importados da Inglaterra. Em retrospectiva, a idéia teria sido mal sucedida, pois os carros Huron nunca foram competitivos, nem na Europa e nenhum outro lugar. Portanto, pelo menos para a Hollywood e para Lameirão, o fato de Luis Pereira Bueno e Anisio Campos terem também abordado a Souza Cruz foi bem melhor. Para Aschcar o caso foi outro... Assim formou-se a Equipe Z, que entre 1971 e 1976 foi patrocinada pelos Cigarros Hollywood.

 

Porsche 908/2 da Equipe Hollywood

O primeiro ano da Hollywood foi auspicioso. Campeã e Vice do Campeonato Brasileiro de Protótipos, com Lian Duarte e Francisco Lameirão, respectivamente, ganhou diversas outras corridas, não válidas para o campeonato, com Luis Pereira Bueno e um Porsche 908/2, de longe o melhor carro do Brasil na época. Na recém formada Fórmula Ford, Lameirão ganhou 3 das quatro corridas, batendo um forte contingente de gaúchos, além de Pedro Victor de Lamare.

 

Em 1972, segundo ano de operação da Hollywood, o Porsche 908-2 continuou a vencer, levando facilmente o campeonato de protótipos, e ganhando diversas corridas extra campeonato. Lameirão saira da equipe, que agora contava com Tite Catapani de coadjuvante nos protótipos, com uma Lola T210 2 litros, e com Alex Dias Ribeiro e José Lotfi na Fórmula Ford. Catapani ganhou uma corrida em volta do Mineirão em Belo Horizonte, e acompanhou Luis Pereira Bueno na mais importante aventura internacional da Hollywood, uma participação nos 1000 km da Áustria, prova do Campeonato Mundial de Marcas. O Porsche tinha sido levado para uma revisão na fábrica, e aproveitaram a ocasião para correr em Zeltweg. O carro se classificou em 7° nos treinos mas não terminou a prova. Logo foi despachado para o Brasil, onde foi batido pelo Porsche de Reinhold Joest nos 500 km de Interlagos. O ciclo do 908/2 terminaria logo, pois o governo brasileiro proibira a importação de carros de corrida ou participação de carros 100% importados nas corridas nacionais a partir de 73(*) Na F-Ford, Alex Ribeiro ganhou duas corridas, mas o campeonato foi ganho pelo gaúcho Clovis de Moraes. Luis Pereira Bueno também preparou um Opala 4.1 para correr na Divisão 3, onde, quem levou a melhor foi Pedro Victor de Lamare, apesar de Opala Hollywood ter obtido uma vitória.  

Opala de Luizinho Pereira Bueno, Divisão 3

  1973 foi um bom ano na Formula Ford, com Alex Dias Ribeiro ganhando 4 corridas, e Julio Caio de Azevedo Marques fazendo algumas boas corridas. O Opala deixou a desejar na classe C da Divisão 3, e um fusca de classe A, para Julio Caio, era rápido mas também não teve resultados bons. No meio do ano, Maurício Chulam, que vinha dominando a classe A do campeonato Brasileiro de Protótipos (Divisão 4), com um Heve, passou a fazer parte da Hollywood. A equipe também participou das corridas de longa duração, de Divisão 1, com um Maverick, ganhando uma prova, as 200 Milhas de Interlagos com Luis Pereira Bueno e Tite Catapani.  

  Heve-VW 2.0 litros da Divisão 4

74 foi um ano esquisito para o automobilismo brasileiro, de modo geral, causado pela conjuntura econômica e crise do petróleo. As corridas eram mal vistas, desperdício de dinheiro e petróleo, e quase foram canceladas, mas a situação se normalizou no segundo semestre. A Hollywood havia preparado, com Orestes Berta, um Maverick de Divisão 3, que ganhou com autoridade os 500 km de Interlagos, mas perdeu o campeonato para Edgard Mello Filho, que ganhou na regularidade. Na F-Ford, só deu Hollywood, agora alinhando com três gaúchos: Clovis de Moraes, Claudio Mueller e Enio Sandler. Clovis ganhou todas as cinco corridas, e Mueller foi vice. Na Divisão 4, classe A, a mesma coisa, só que com Mauricio Chulam, que conseguiu bater os potentes carros da classe B em uma das etapas de Cascavel. Chulam também correra na Super Vê, mas de forma discreta. Naquele ano, a Hollywood também patrocinou Alex Dias Ribeiro na sua primeira temporada inglesa de F-3.

 

Berta Hollywood: papa-tudo em 1975

A Hollywood botou para quebrar em 1975, com o Maverick na Divisão 3; na Divisão 4, um protótipo preparado na Argentina, chamado Berta-Hollywood, ambos dirigidos por Luis Pereira Bueno; Mauricio Chulam na classe A da Divisão 4; e Clovis Moraes na Formula Ford. Na Divisão 3, Bueno tinha o melhor carro mas só ganhou duas etapas. Compensou ganhando 4 corridas na Divisão 4, classe B, enquanto Chulam levou todas as seis corridas na Classe A. Na F-Ford, Clovis ganhou 4 etapas e seu terceiro campeonato, aposentando-se no final do ano. Só na Super Ve que a Hollywood não se firmava, desta feita com Chulam e Catapani, o último correndo com um Avallone.  

Super Ve de Chulam: única categoria na qual a equipe não venceu

  Com a extinção da Divisão 4 em 76, a queda de prestígio da Divisão 3 e da Formula Ford, foi justo na Super Vê que a Hollywood apostou tudo em 76. Infelizmente, o último ano da equipe não foi bom. Com três bons pilotos, Chulam, Catapani e Luis Siqueira Veiga “Teleco”, a Hollywood nunca chegou perto de vencer uma corrida, completamente superada por outras equipes como Gledson, Philips, Brahma e Motoradio .

 

Em 77, estava acabada a equipe Z. O orçamento total da Hollywood para o automobilismo foi investido na aventura de Alex Dias Ribeiro na equipe oficial da March, na Fórmula 1, que não rendeu frutos. Até hoje a Hollywood patrocina equipes, tendo recentemente investido nas fórmulas CART e IRL nos Estados Unidos, especificamente com Mauricio Gugelmin e Felipe Giaffone.
 

Entretanto, a contribuição da Hollywood, na época foi imensa. A Souza Cruz usou, sempre que pode, o seu patrocínio da equipe em campanhas publicitárias, estabelecendo um padrão até então inexistente na publicidade brasileira. Do ponto de vista organizacional, a Hollywood primava por preparo sério dos carros, embora, francamente, em alguns casos não houvessem concorrentes qualificados para a equipe, como no caso do 908-3 e do Hollywood Berta. 

 

(*) Entretanto, enquanto persistiu a Divisão 4, correram alguns híbridos interessantes nas pistas brasileiras, como um Alfa-Romeo T33 com motor Maverick, Ford GT 40 com motor Maverick, Protótipo Royale com motor Chevette, além dos Kaimann de Formula Super Ve, e alguns Merlyn de F-Ford que tinham permanecido no Brasil, depois da temporada de F-Ford de 1970. O próprio Berta-Hollywood era metade brasileiro/metade argentino, embora o motor Maverick tenha sido preparado na Argentina por Berta.     

OUTROS ARTIGOS DE AUTOMOBILISMO DE AUTORIA DE  CARLOS DE PAULA

AUTOMOBILISMO BRASILEIRO - ANTES DE 1970

GALERIA DE PILOTOS BRASILEIROS QUE CORRERAM NO EXTERIOR 

CAMPEÕES DO AUTOMOBILISMO BRASILEIRO 

CURIOSIDADES DO AUTOMOBILISMO BRASILEIRO

BRASIL - COMEÇO DO CELEIRO DE PILOTOS - 1966-1971

RESULTADOS DO TORNEIO BRASILEIRO DE F-2, 1971

RESULTADOS DO TORNEIO BRASILEIRO DE F-2, 1972

1972 - CONSAGRAÇÃO DO AUTOMOBILISMO BRASILEIRO

VENCEDORES DE CORRIDAS NO BRASIL

SCHUMACHER: É O MELHOR DA HISTÓRIA? 

EQUIPE HOLLYWOOD - COMEÇO DO PATROCÍNIO COMERCIAL

CHEVROLET OPALA NAS COMPETIÇÕES BRASILEIRAS 

A ERA FITTIPALDI - 1973/1975

MONOPOSTOS NO BRASIL ATÉ 1980

MECÂNICA CONTINENTAL - ONDE ELES ESTÃO?

PIONEIRISMO DE EMERSON FITTIPALDI

FUSCA NAS CORRIDAS BRASILEIRAS

MARCOS DO AUTOMOBILISMO BRASILEIRO

FORMULA SUPER-VE NO BRASIL

25 HORAS DE INTERLAGOS DE 1973

HISTÓRIA DA STOCKCAR

 

 
Back to Brazilian Yellow Pages

Send mail to carlosdepaula@mindspring.com with questions or comments about this web site.
Last modified: March 28, 2007