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Lembre-se sempre de dizer que viu na Brazilian Yellow Pages.
EQUIPE
WILLYS – SUCESSO DO COMEÇO AO FIM Por
Carlos de Paula Nos anos
20 a Willys-Overland chegou a ser uma das principais produtoras de automóveis
nos Estados Unidos. Veio a grande depressão e com isso a concordata, seguida de
reorganização. Na Segunda Guerra Mundial, a Willys teve a felicidade de ser a
produtora e criadora de um veículo que ajudou os aliados a vencerem o grande
conflito: o Jeep. Assim que a Willys saiu da guerra em boa situação financeira
e com prestígio. Infelizmente, não conseguiu traduzir essas benesses em
sucesso no mercado automobilístico: nos Estados Unidos o sucesso da Willys
ficou vinculado ao Jeep e outros veículos de tração nas 4. Sua última grande
tentativa de consolidar sua presença no mercado automobilístico foi com o lançamento
do Aero-Willys, no começo da década de 50. O carro não foi suficiente para
trazer a Willys ao mesmo nível das concorrentes GM, Ford e Chrysler, nem
tampouco foi o Jeep capaz de manter a companhia em boa situação. Já
nas mãos do grupo Kaiser, a Willys basicamente desistiu de insistir com os
Aeros nos EUA, e voltou suas atenções para a América do Sul, ou seja Brasil e
Argentina. O grupo Kaiser eventualmente resultou na American Motors, que por sua
vez terminou nas mãos da Chrysler. Que hoje é da Mercedes(Daimler-Benz)!
Willys
Interlagos da Equipe Willys Aqui a
empresa iniciou suas operações montando jipes e Rural, e também fez acordo
com a Renault para fabricar os carros Dauphine no País. Portanto o primeiro carro
a ser produzido pela Willys no Brasil foi de fato o Renault Dauphine, e não um
carro da Willys. O Aero brasileiro só começou a ser produzido em 1960 (ainda
com a carroceria original, arredondada, americana), sendo reestilizado, com
linhas angulares, em 1962. O Aero-Willys foi o único carro da época a não ser
utilizado em competições. Em teoria, era homologado, mas que eu saiba, ninguém
teve coragem de preparar um Aero Willys de corrida - afinal, era um jipe com
roupa mais elegante. Não consegui corroborar até
hoje, mas acho que o Aero só foi usado no Rio Grande do Sul, com certeza não
foi usado em São Paulo. Berlinetta
fundindo o motor em Interlagos Christian
Heins era o piloto brasileiro de maior trânsito e prestígio na Europa, naquela
época, especialmente junto à equipe francesa Alpine, braço de competições
da Renault. Visto que a Vemag
e a Simca já haviam
montado suas equipes oficiais, e até a FNM já tinha ganho certa notoriedade
com os feitos do JK em 1960 a 1962, Heins convenceu a direção da Willys a
montar uma escuderia, mas só faltava o carro. O Dauphine, depois chamado
Gordini, era o carro de menor capacidade no país, com 850 cc, e impróprio para enfrentar
mesmo os DKW. Achou-se a solução perfeita: lançar no Brasil um dos carros
esporte da Alpine, que acabou sendo apropriadamente chamado de Interlagos, e foi
homologado como carro de turismo, algo que muito desgostou a Simca
e a Vemag. A Berlinetta já saiu ganhando tudo pela frente em 1962. Berlinetta
negociando curva Além de
Christian Heins, pouco a pouco a Willys foi montando um timaço de pilotos: Luis
Pereira Bueno, Rodolfo Costa, Wilson Fittipaldi Júnior, Marivaldo Fernandes,
acabando finalmente por contratar Bird Clemente, até então piloto da Vemag. Além
desses, outros pilotos foram usados pela Willys nos próximos anos, inclusive
Emerson Fittipaldi, José Carlos Pace, Carol Figueiredo, Francisco Lameirão,
Luis Antonio Grecco e Luis Fernando Terra Smith. A Equipe
Simca cansada de apanhar
de carros com menos da metade da cilindrada dos seus sedãs, decidiu apelar,
importando três Simca-Abarth de 2 litros para as temporadas de 1964 e
1965. Aí
a coisa ficou mais difícil para a Willys, mas apesar da superioridade dos
Abarth, as Berlinettas ainda eram concorrentes fortes - nessa altura já contavam com
motores 1.3, em vez dos motores de 1 litro que equipavam os Interlagos de fábrica.
Nos próximos dois anos, muitas foram as batalhas, com saldo mais positivo para
a Simca. Willys
Gavea F-3 nos 500 km de 1965
Raro close da traseira do Gavea. Foto de Tulio Mendonça Mario Em 1965,
Luis Antonio Grecco, chefe da Willys, sonhou com a formação de uma Fórmula 3
no Brasil, que na realidade seria uma Fórmula Renault. Com auxílio da Alpine,
construíram um F-3 que foi batizado de Gávea. Nos 500 Km de Interlagos de 1965
o carro teve boa atuação, só perdendo para o Abarth de Jaime Silva, mas
batendo algumas Maserati-Corvette, além de outro Abarth e todos os carros
brasileiros. O resultado foi o suficiente para convencer a Willys a levar o Gávea
para a temporada argentina de F-3, em 1966. Tendo como piloto Wilson Fittipaldi
Jr., o Gávea não teve uma performance
esplendorosa, mas nem sempre era o último nos treinos ou corridas. De certo
as expectativas eram muito maiores do que os resultados, e assim foi engavetado
o Gávea.
Protótipo Bino Mark I
500
km de Interlagos, 1966, largada - Alpines entre os primeiros
Alpine de Wilson Fittipaldi Jr., no GP IV Centenario, 1965. Foto de Tulio Mendonça Mario Para
combater o Malzoni, e os emergentes KG-Porsche, a Willys importou Alpines
verdadeiros da Europa. Àquela altura, Wilson Fittipaldi Jr. tinha ido para a
Dacon, correr com os KG, e sobraram na Willys, Luis Pereira Bueno, Carol
Figueiredo, Luis Fernando Terra Smith e Bird Clemente. Com uma equipe menor do
que a armada dos primórdios, a Willys teve bons resultados em 1966,
especialmente a sua primeira vitória nos 500 Km de Interlagos, obtida por Luis
Pereira Bueno, superando Malzonis e KG-Porsches, mas já sem as carreteras
e mecânicas-continentais
do ano anterior.
Prototipo Bino Mark I esperando a sua vez na Serra de Petropolis, 1967. Foto de Tulio Mendonça Mario Protótipo
Bino - Foto de Rogerio P. de Luz A Willys
fora a terceira montadora a sucumbir às políticas recessivas do governo
Castelo Branco, e assim acabou vendida para a Ford. Mesmo assim, a equipe
continuou firme em 1967, já munida do belo protótipo Bino Mark I, desenhado
por Toni Bianco (o mesmo autor do Fórmula
Júnior de Chico Landi, e mais tarde, do Fúria), alcançando uma excelente
vitória nas Mil Milhas Brasileiras de 1967, com Luis Pereira Bueno e Luis
Fernando Terra Smith, corrida que contou com a participação de pilotos
portugueses. A Willys se transformara em Equipe Ford-Willys, que
continuou apoiando as atividades sem tanto compromisso quanto a Willys, acabou
se transformando em Equipe Bino. Esta produziu o Bino Mk II, com a mesma
motorização Renault do seu antecessor, ganhando diversas provas em 1968, com
Luis Pereira Bueno e Jose Carlos Pace. Em 1969, Bueno foi para a Europa, e Pace
para a Equipe Jolly, e embora o carro tenha sido usado em 1970 (ganhando os 500
km com Luis Pereira Bueno), restava agora a sombra do passado da grande equipe
dos amarelinhos. Grecco deu continuidade ao trabalho, com o lançamento da Fórmula
Ford em 1971 (os carros também foram chamados Bino), e embora sem ser mais
uma equipe de fábrica, Grecco manteve seus fortes vínculos com a Ford,
chefiando a sua equipe na Divisão 1 e Divisão 3, ganhando muitas corridas
entre 1973 a 1976, com Paulo Gomes, Antonio Castro Prado, José Carlos Pace,
Marivaldo Fernandes, Bob Sharp e Arthur Bragantini. ALGUMAS
SELETAS VITÓRIAS DA EQUIPE WILLYS – A PARTIR DE 1967, FORD/BINO 1962 3 Hrs
Velocidade – Rodolfo Olival Costa – Willys Interlagos 500
Milhas Interlagos - Christian Heins/Luiz Antonio Greco – Willys Interlagos 1963 Araraquara
– Jose Carlos Pace – Willys Interlagos 3 Hrs Velocidade – Wilson Fittipaldi Jr – Willys Interlagos 1500 km
Interlagos – Chico Landi/Marivaldo Fernandes – Willys Interlagos 100
Milhas Interlagos – Wilson Fittipaldi Jr – Willys Interlagos 500 km Recife – Wilson Fittipaldi Jr/Eduardo Scurrachio – Willys Interlagos 1964 Ilha do
Fundao – Luis Pereira Bueno – Willys Interlagos 12 Horas
de Brasilia – Luis Pereira Bueno/Wilson Fittipaldi Jr/Bird Clemente – Willys
Interlagos 6 Horas de Curitiba – Bird Clemente/Wilson Fittipaldi Jr – Willys Interlagos 1965 Ilha do
Fundão – Wilson Fittipaldi Jr – Willys Interlagos 1600 km
Interlagos - Luiz Pereira Bueno/José Carlos Pace – Gordini 1966 Interlagos – Bird Clemente – Alpine Willys Rio de
Janeiro – Carol Figueiredo – Alpine Willys 3 Hrs de
Velocidade – Luis Pereira Bueno – Alpine Willys 500 km
Interlagos – Luis Pereira Bueno – Alpine Willys 3 hrs de
Velocidade – Bird Clemente – Alpine Willys 1967
- EquipeFord Willys Mil
Milhas Brasileiras– Luis Pereira Bueno/Luis Fernando Terra Smith – Bino Mark
I Subida
da Serra da Graciosa – Luis Pereira Bueno – Alpine Willys 1968 1000 km
Brasilia - Luiz Pereira Bueno/José
Carlos Pace – Bino MK II/Renault Prova
Santos Dumont – Luiz Pereira Bueno/José Carlos Pace – Bino MK II/Renault Prova
Deputado Levi Dias - Luiz Pereira Bueno/José Carlos Pace – Bino MK II/Renault 1970
- Equipe Bino 500 km
Interlagos – Luis Pereira Bueno – Bino MK II/Renault 12 Horas de Interlagos – Luis Pereira Bueno/Lian Duarte – Bino MK II/Renault Festival
de Velocidade - Luis
Pereira Bueno – Bino MK II/Renault
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